sexta-feira, 8 de julho de 2011

Bilhetinho

eu aviso, em curto minuto, não há margem para dúvida, engodo;
só existe uma primavera no ano, só uma jangada para hades
uma casca no fruto, um susto após alarde

féria que receba, que recebas a noite, a vida inteira
elogios, cumprimenta-te, multitude... não cabem fora
do saco, tarada não amas ainda a si, deslumbrada
com o destino, és calvinista? crês-te predestinada
esqueceu-se que nasceu para puta, piada
vocacionada, estúpida... acredita-te fada?

pois desatina-te, eis aqui rainha, aponte sahasrara
coroa a frente, nuca pro céu, e face ao chão
respira baixinho, treme as pernas, contraia
teus musculos púdicos... pífios

poupe me os teus olhos, minha nobreza
para ti é miragem, atreve-se a laurear
teus pequeninos bocejos,
louros de urtiga, capim com percevejos
treme cortesã, bonequinha
agora alfabeta, te incluis na minha
linha, afetada anoréxica, ratinha
patética, roí-te ossos por dentro
fabrica farinha

se for nobre menina
um dia talvez te ensine
a caminhar nas pedras
que hoje altiva
com pompas carrega

lili

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